A questão não é só envelhecer, mas envelhecer com qualidade de vida. De acordo com o IBGE, é crescente o número de idosos que vivem sozinhos por opção (48%), muitos, porque acham que assim têm mais privacidade (50%), mais independência (25%) e mais facilidade para lidar com seu próprio dinheiro (72%).

São pessoas com um melhor poder aquisitivo e que gostam de consumir produtos elaborados especialmente para elas. Nesse cenário, os imóveis adaptados para terceira idade são um nicho também crescente – e bastante lucrativos – do mercado.

Veja como são esses empreendimentos que apresentam uma nova organização arquitetônica guiada por especialistas da área e descubra as principais diferenças.

Especialistas guiam mudanças nos imóveis adaptados para terceira idade

Os dados do IBGE mostram que 45% dos brasileiros que moram sozinhos têm 60 anos ou mais, significando mais de 15% de toda a população do país.

Ainda de acordo com o instituto, entre 2010 e 2015 o número de pessoas com mais de 50 anos que passaram a morar sozinhas aumentou de 57,3% para 63,7%, uma mudança crescente nos hábitos sociais.

Com isso, o mercado imobiliário também está se adaptando, com empreendimentos com imóveis adaptados para terceira idade.

De olho no segmento, várias construtoras estão investindo em uma mudança estrutural em casas e apartamentos guiada por especialistas.

Assim, além dos profissionais tradicionais entram em cena geriatras, gerontólogos e arquitetos especializados em design universal.

A ideia é criar unidades habitacionais que facilitem o dia a dia, favorecendo principalmente a segurança, mobilidade e usabilidade em ambientes internos e externos.

Acesso e segurança são itens fundamentais

A equipe de especialistas tem participação efetiva no design dos imóveis adaptados para terceira idade.

As mudanças, algumas sutis outras mais marcantes, procuram levar mais segurança e praticidade para o morador, por isso todos os ambientes são projetados com um olhar especial, voltado para a saúde física e mental.

Altura

Para evitar o esforço de se abaixar ou levantar, a altura de alguns itens é fundamental. Assim, enquanto as tomadas são colocadas mais altas, os interruptores devem ficar mais baixos, a, no máximo, 1 metro de altura. O mesmo ocorre com descargas e registros.

Apoios

Apoios no banheiro e qualquer área molhada também são fundamentais, assim como as barras para o vaso sanitário.

Pisos

Os pisos também merecem atenção especial. Eles devem ser do mesmo padrão, no mesmo nível, ter fácil manutenção e não refletir a iluminação, reduzindo o risco de acidentes por problemas de visão.

Portas e passagens

Já as portas devem ter maçanetas retas, cuja pegada é mais fácil, e serem de correr, que exigem menor esforço físico. Estruturalmente, casas ou apartamentos devem ter passagens mais largas, com pelo menos 80 cm, para facilitar o acesso do idoso com um acompanhante ou em cadeira de roda.

O que considerar quando procurar imóveis adaptados para terceira idade

Apesar de já haver vários laçamentos especializados na terceira idade, a verdade é que a maioria dessas mudanças podem ser levadas também para imóveis usados.

Alguns condomínios, inclusive, têm buscado tornar a área de lazer mais segura para os idosos, com mais rampas de acesso, elevadores especiais e até alterações no piso e a criação de rampa de acesso à piscina, por exemplo.

No entanto, outras questões também devem ser consideradas antes de comprar imóveis adaptados para terceira idade:

  • Busque condomínios que ofereçam atividades recreativas para a maturidade, como aula de natação, ginástica especializada, grupos de caminhadas, etc. É importante também que o imóvel propicie um acesso fácil a cursos, academias, praças ou feiras ao ar livre para que o idoso possa participar de diferentes experiências diárias e fazer novas amizades;
  • Analise bem a localização. Ela deve ser próxima a clínicas, hospitais ou consultórios em que o idoso costuma se consultar. A via também deve ter boa acessibilidade para o caso de emergências, e, como muitos já não dirigem mais, é importante ter fartura de transporte público por perto para favorecer a mobilidade e a inclusão social;
  • Avalie a segurança do condomínio. É muito importante que haja um sistema eficiente, que regule a entrada e saída de pessoas evitando que se aproveitem da condições de alguns idosos. Avalie também a segurança da residência em relação às travas de portas e janelas, olho mágico, interfones etc;
  • Principalmente para quem vai morar sozinho, o ideal é buscar espaços adaptados que sejam compactos e integrados. Assim há menos esforço para arrumar a casa e mais tempo para a prática de atividades saudáveis.

Os imóveis adaptados para terceira idade são uma ótima oportunidade para construtoras, corretores e consumidores, que ganham produtos exclusivos voltados para as suas necessidades específicas.

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