O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou no último dia 31 de julho a queda de meio ponto percentual na taxa Selic. Com isso, a taxa básica de juros, que é a referência para toda a economia no país, chega ao seu mais baixo patamar histórico, desde o Plano Real, no início de 1994: 6%. Muita gente pode até não lembrar, mas a Selic já chegou a 38% ao ano, em 1997. Mas em que será que ela interfere no mercado imobiliário? É isso que você vai saber agora.

Afinal, o que é a taxa Selic?

Taxa Selic baixa, Selic alta, meio ponto percentual faz tanta diferença assim? Atualmente você não precisa ser economista para ouvir – e acabar prestando atenção – sobre a taxa básica de juros. Mas daí a entender como ela afeta o seu dia a dia pode haver uma grande diferença.

A questão é que ela afeta sim, e muito. Isso porque a taxa Selic – ou Sistema Especial de Liquidação e Custódia – é na verdade “a taxa das taxas”, aquela na qual todas as outras estão baseadas – e acaba influenciando desde a o valor final do imóvel até a locação.

Para entender melhor a taxa Selic, vamos pensar em um exemplo prático. Imagine todos os depósitos e saques feitos diariamente pelos correntistas em um banco. Ao final do dia a instituição deve ter um saldo mínimo.

Esse saldo mínimo é determinado pelo Banco Central de forma que consiga controlar a quantidade de dinheiro circulante no mercado – e, consequentemente, a inflação.

Se o banco não conseguir chegar a esse saldo mínimo ele precisará pegar emprestado com outro banco. Esse valor, emprestado por um dia, é devolvido com juros e garantia de títulos do governo.

Assim, o sistema computadorizado (Selic) permite que o governo controle a emissão, compra e venda de títulos do tesouro nacional.

Só que esse controle tem que ser feito através de uma taxa, cuja meta é definida a cada 45 dias pelo Copom. O cálculo da taxa Selic é feito então tendo como base fatores como o nível de atividade econômica do período, de inflação, taxa de câmbio e até a taxa de juros externa.

O que a taxa Selic tem a ver com o mercado imobiliário

O Banco Central compra e vende títulos públicos para influenciar o mercado – e gerar uma nova taxa. Se a ideia for aumentar a taxa Selic, o BC baixar o valor dos títulos de forma que fiquem acessíveis a uma parcela maior da população. Assim, a instituição lança mais títulos a preços mais baixos.

Mas se a ideia for baixar a Selic, como agora, o BC precisa fazer o caminho inverso: comprar mais títulos diminuindo sua demanda e fazendo com que os preços aumentem.

Dessa forma a taxa Selic é a principal referência para todos os outros juros, sendo também uma ferramenta de controle da inflação. Quando ela está baixa, geralmente o governo reduz a meta, o que torna o crédito mais barato.

Assim, mais pessoas têm acesso aos financiamentos – como o imobiliário – e às compras a prazo em geral. É o que está acontecendo agora, com a taxa Selic a 6%.

O que acontece com o preço final dos imóveis

A taxa Selic acaba influenciando o preço final dos imóveis. Os juros mais altos deixam os financiamentos mais caros, com parcelas mais elevadas. Com isso, o valor final dos imóveis também a aumenta.

Com os juros altos, muita gente foge do financiamento com medo de não conseguir honrar o compromisso. O peso maior das parcelas no orçamento acaba tornando menor a procura por imóveis. Isso atrapalha os lançamentos e aumenta o estoque das construtoras.

Mas o contrário também é válido: juros mais baixos, crédito imobiliário mais barato, valor final do imóvel mais em conta. A procura pelo financiamento aumenta, aquecendo o mercado imobiliário. Há mais vendas e mais negócios fechados.

Como fica o mercado com a taxa Selic em 6%

Com a baixa da taxa Selic em 6%, portanto, as perspectivas são boas para o mercado imobiliário – tanto para quem vende quanto para quem compra.

No entanto, ainda é preciso que a essa baixa da meta tenha um efeito efetivo sobre os juros reais oferecidos pelos bancos. O chamado spread precisa acompanhar a baixa da taxa Selic, o que para os especialistas, deve acontecer.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a expectativa é que a taxa Selic caia ainda mais, chegando a 5,25% ou até feche o ano em 5%.

A inflação abaixo da meta é essencial para a manutenção do cenário de uma taxa de juros estrutural baixa, causando um recuperação sustentável da economia.

Afinal, com o dinheiro mais barato, tanto consumidores quanto empresas têm mais acesso ao crédito. Assim, há maior geração de investimentos aumento da produção e, consequentemente, empregos e vendas. O mercado imobiliário agradece.

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