Cada vez mais se confirmam as previsões de que 2019 seria o ano da virada no mercado imobiliário. De acordo com a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário (Acebip), os financiamentos imobiliários para compra e construção somaram R$ 27,7 bilhões nos primeiros cinco meses desse ano, ou seja, praticamente 40% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Vale a pena destacar que nesses cálculos foram considerados apenas os financiamentos imobiliários concedidos com os recursos da poupança. Assim, nesse período foram construídos ou vendidos 104,1 mil imóveis com os recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), 31,5% a mais do que no mesmo período de 2018.

Aumento dos financiamentos imobiliários permanece estável

Os números estão deixando os especialistas confiantes de que as nuvens do horizonte estão se afastando de vez. Para se ter uma ideia, de acordo com a Abecip em maio foram financiados 7,5% a mais de imóveis do que no mês anterior, totalizando 21,4 mil unidades, entre construções e aquisições.

Só em maio deste ano os créditos imobiliários totalizaram R$ 6,59 bilhões em maio, 46,6% em relação a maio de 2018. Já no acumulado dos 12 meses o aumento proporcional foi ainda maior: 41,3%, totalizando 65,25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para a Abecip a estimativa é que os financiamentos imobiliários sejam ainda mais acelerados no decorrer do ano, ainda que uma melhora ainda mais expressiva só seja esperada para 2020.

Poupança registra o melhor desempenho dos últimos 6 meses

De acordo com o último relatório do Banco Central, a poupança registrou em junho o melhor resultado dos últimos seis meses, com uma captação líquida de R$ 2,498 bilhões. Desde dezembro, quando fez R$ 14,607 bilhões, todos os resultados ficaram aquém do atual.

No entanto, o montante ainda está abaixo do conseguido em junho de 2018, quando foram registrados R$ 5,639 bilhões. No SBPE a captação líquida do mês ficou em R$ 2,770 bilhões.

Já no agregado com a poupança rural houve uma saída líquida de R$ 14,499 bilhões nos primeiros seis meses de 2019, considerado o pior resultado para esse período desde 2016 (R$ 42,606 bilhões).

Ainda assim o resultado é considerado positivo, principalmente diante do cenários dos últimos anos. O estoque da poupança terminou junho em R$ 800,647 bilhões, acima dos R$ 797,281 bilhões de dezembro. No período a caderneta rendeu R$ 17,866 bilhões.

Expectativas do mercado para 2020

De acordo com o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central no início de julho, a taxa básica de juros, a Selic, deverá se manter baixa até o fim de 2019. A expectativa, é que ela encerre o ano em 5,5%, mas deve chegar ao fim de 2020 em 6,5%.

Em junho deste ano, pela décima vez consecutiva o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em seu mais baixo patamar histórico, 6,5% ao ano.

Como a Selic serve de referência para os bancos e a redução das taxas já efetivada pelos grandes players, a perspectiva é que o mercado se torne ainda mais competitivo.

Banco faz promoção e abaixa 1% da taxa dos financiamentos imobiliários

O Santander, por exemplo, acaba de anunciar uma redução na taxa dos financiamentos imobiliários por um período de 60 dias. Até 30 de agosto a taxa de 8,99% cai para 7,99% + TR em todas as linhas de crédito.

A promoção abrange imóveis com valor mínimo de R$ 60 mil, renda mínima de R$ 2,5 mil e comprometimento da renda entre 30% e 35%. O prazo máximo de financiamento é de 35 anos. O cliente que fechar o negócio com o banco leva ainda uma geladeira de 240 litros de brinde em parceria com o Magazine Luiza.

De acordo com o banco, a redução da taxa foi estimulada pelo bom momento do mercado imobiliário e o aumento da demanda em todas as faixas. A instituição não descarta a possibilidade da promoção ter o prazo prorrogado, dependendo do contexto do mercado.

Preço dos imóveis aumenta no primeiro semestre

Por outro lado, o preço dos imóveis residenciais já começaram sua escalada rumo à recuperação. De acordo com os dados FipeZap, de janeiro a junho houve um aumento de 0,29%.

As maiores altas foram registradas em Manaus e Brasília, com 4,57% e 3,48% respectivamente. O Rio de Janeiro segue se mantendo com o metro quadrado mais caro do país (R$ 9.431), seguido por São Paulo (R$ 8.935) e Brasília (R$7.295).

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