aceitar bichos de estimação

Mais de 44% das residências brasileiras têm pelo menos um cachorro e 17,7%, um gato. Os dados, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), mostram o quanto o mercado imobiliário deve estar preparado para esse público – que gosta de gastar. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) só em 2017 faturamento do setor ultrapassou os R$ 19 milhões. Portanto, aceitar bichos de estimação, hoje, pode fazer toda a diferença entre negociar bem um imóvel ou amargar meses de ociosidade e prejuízo.

aceitar bichos de estimação

Mercado deve se adaptar às novas tendências

São nada menos que 130 milhões de cães, gatos, aves, peixes e até alguns tipos bastante exóticos. Os números, são significativos e devem ser levados em conta na hora de vender, comprar ou alugar um imóvel.

Afinal, é cada vez maior o número de pessoas que não abrem mão da companhia desses amigões muito especiais. Por isso, o mercado está se adaptando às novas tendências para abarcar esse nicho crescente.

Só para se ter uma ideia, pesquisa em São Paulo mostra que aceitar bichos de estimação é o item mais importante para 41% das pessoas que procuram imóvel para compra ou aluguel.

O levantamento, feito em abril de 2018 pela Viva Real, mostra ainda que para 22% dos paulistanos esse item é desejável, ainda que não seja fundamental.

Aceitar bichos de estimação conta mais do que varanda e área de lazer

Isso significa que os imóveis que aceitam bichos de estimação estão mais valorizados no mercado. E essa é uma tendência crescente, que mostra uma grande influência no tempo de venda ou aluguel de apartamentos.

A pesquisa mostrou ainda que, para os paulistanos, esse item é ainda mais valorizado do que a oferta de farta área de lazer ou varanda nas unidades.

Mas é lógico que, como praticamente tudo na vida, aceitar bichos de estimação também tem dois lados.

Se para o proprietário aceitar bichos de estimação é um diferencial que pode acelerar a negociação, para o comprador ou inquilino significa responsabilidade com algumas normas.

Há regras específicas que devem ser respeitadas e isso deve ficar bastante claro antes de qualquer contrato ser assinado.

Por isso, é preciso deixar bem claro que, ainda que a lei garanta o direito de ter seu amigão peludo no apartamento, também há deveres que devem ser cumpridos. E, sim, esse é um direito garantido pela Constituição – desde que não desrespeite os direitos dos demais moradores.

Fique atento aos seus direitos e evite aborrecimentos

Dessa forma, como nenhum estatuto tem autoridade superior à da Carta Magna brasileira, o condomínio que não aceitar bichos de estimação está agindo de forma ilegal.

O morador também tem o direito de andar com seu pet pelo elevador de serviço. No entanto, é preciso que a guia seja curta, para que ele não se aproxime das outras pessoas.

A lei garante ainda que o morador passeie com seu bichinho pelo jardim, desde que não haja danos às plantas ou ele faça buracos pelo solo. E pode, também, receber visitas com outros animaizinhos, desde que todas as regras para o morador também sejam respeitadas pelos visitantes.

Atenção aos deveres é fundamental para convivência pacífica

Assim como há direitos, aceitar bichos de estimação também acarreta em alguns deveres. Ficar atento ao que não é permitido é fundamental para evitar aborrecimentos e garantir uma convivência pacífica.

Nas áreas comuns:

Ande com um saquinho e uma garrafinha de água. O melhor é evitar, mas se não tiver como, é preciso limpar qualquer sujeira que for feira nas áreas comuns. Não é preciso carregar o bichinho no colo, como exigem alguns condomínios. Essa exigência, por sinal, é ilegal.

Latidos e uivos

Não tem jeito, a gente fala, cachorro late, gato mia e pinto pia. Por isso, vez ou outra eles se manifestarem, é normal. Mas se toda vez que você sair seu amigão começar a reclamar, chorando, latindo, uivando ou miando muito, sim, os vizinhos têm o direito de reclamar.

Fugas e passeios solitários

Nada de bichos soltos pelo prédio ou condomínio. Da mesma forma que os cães não devem sair sem o dono nem sem coleira, os gatos também não devem fazer seus passeios solitários. Coloque redes de proteção nas janelas para que eles não saiam nem invadam a casa dos vizinhos.

Barulho de patinhas

Ninguém gosta do barulho de móveis arrastando sobre a sua cabeça, certo? Da mesma forma, p barulho de unhas no assoalho também incomoda. Mantenha a casa forrada e/ou as unhas dos amigões peludos sempre bem aparadas.

Se você, como proprietário ou inquilino, faz tudo certinho e seu pet não incomoda ninguém, fique tranquilo. Se ainda assim houver pressão para que você saia do imóvel, busque ajuda jurídica. Assegure sua permanência e a guarda do seu bichinho de estimação através de uma liminar em um juizado especial cível ou qualquer vara cível.

Agora que você já sabe que aceitar bichos de estimação faz tanta diferença no mercado, procure nos locais certos.

A Mirantte, por exemplo, tem uma larga oferta de imóveis que atendem a essa oferta, e com certeza tem o apartamento certo para você e seu pet viverem com toda a tranquilidade!

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