mercado imobiliário em 2019

Muito se tem especulado sobre o futuro do mercado imobiliário nos últimos anos, mas a verdade é que poucas vezes as expectativas foram tão otimistas quanto em relação aos próximos dois anos. No ano passado, por exemplo, todas as cidades participantes do índice FipeZAP registraram variação de peço de venda e locação inferior à inflação registrada nos 12 meses anteriores – 6,29% de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Hoje, no entanto, a estimativa é que haja uma retomada gradual a partir desse final de 2017. Veja agora porque os especialistas esperam a retomada do crescimento do mercado imobiliário em 2019.

mercado imobiliário em 2019

Por que o mercado imobiliário em 2019 deve crescer bem mais do que nos últimos anos

Já no final de 2017 e início de 2018 o mercado imobiliário já deve dar amostras de melhora, mas deve ser mesmo a partir do outro ano que ele deverá se consolidar com a entrada em um novo ciclo de crescimento do mercado imobiliário em 2019.

Os principais motivos dessa boa expectativa são oferta de crédito barato para aquisição e construção de imóveis, macroeconomia estabilizada com taxa básica de juros em torno de 8% ao ano e, o principal, a estabilização da inflação em índices entre 3% e 4% ao ano. Para os economistas, a inflação sobre controle aliada aos juros baixos deverá dá um impulso relevante ao setor da construção civil.

Investimento em imóvel ainda é o mais seguro para o consumidor, diz Secovi-SP

No entanto, é importante destacar que apesar do cenário atual, o investimento em imóveis ainda é o que mais segurança traz ao consumidor. Isso ocorre porque, se por um lado não significam ganhos tão substantivos quanto os do boom imobiliário entre 2007 e 2014 – por outro é menos sujeito à variação de tributos, sendo bem menos variável que outros ativos financeiros.

Para o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), por exemplo, a tendência passa por diversos outros fatores, entre eles a reforma da Previdência, que ajudará o governo a equilibrar os cofres públicos. O Secovi-SP prevê, por exemplo, um PIB (Produto Interno Bruto) de 0,3% e inflação acumulada em 2017 de 3,5%.

Taxa de distratos recua quase pela metade em 2017

Para se ter uma ideia da consolidação do crescimento do mercado imobiliário em 2019, ainda em 2017 São Paulo fechou o primeiro trimestre com alta de 9,6% nas vendas e 10,3% na quantidade de lançamentos em relação ao mesmo período de 2016.

Por outro lado, houve também redução na quantidade de distratos, de 23,5% em agosto de 2016, para 15,1% em junho deste ano. Os números são importantes por indicarem duas situações distintas, ambas favoráveis à retomada do crescimento do mercado imobiliário em 2019: vendas mais cautelosas e interrupção na queda da qualidade de vida do consumidor, que já vinha ocorrendo com a alta taxa de desemprego e ade inflação.

Por outro lado, de acordo com o Banco Central (BC), o saldo médio da poupança também está em ascensão, aumentando 2,6% em relação a 2016: de R$648,7 bilhões para R$665,5 bilhões em maio deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado.

Para a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) esse é um sinal que deve ser visto com otimismo, ainda que haja a necessidade de ajuste fiscal dos bancos públicos. Para a entidade, é preciso que instituições financeiras públicas, como a Caixa, se decidam entre visar o lucro ou ser órgão político.

Ou seja, ainda que a curto prazo ainda existam dificuldades, a médio e longo prazos o horizonte parece limpo para a retomada do crédito imobiliário mais barato, favorecendo o cenário do mercado imobiliário em 2019. Dessa forma, enquanto a queda dos juros barateia o crédito, por outro o aumento da poupança significa mais insumos para o setor.

Fundo imobiliário pode melhorar ainda mais o cenário do mercado imobiliário em 2019

Para os especialistas, há ainda um outro fator que pode influenciar ainda mais positivamente o mercado imobiliário em 2019: os fundos imobiliários com lastros em imóveis da União criados através de acordo firmado entre o Banco do Brasil e a Caixa. A ideia é vender cotas para investidores e captar recursos para construir, vender e reformar imóveis, ajudando a impulsionar o setor nos próximos dois anos.

E você, quais são as suas expectativas em relação ao mercado imobiliário em 2019? Compartilhe suas impressões conosco aqui nos comentários, queremos muito saber a sua opinião!

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